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 Parvovirose

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AutorMensagem
Marcodatsun
Moderador
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Número de Mensagens : 2586
Idade : 30
Localização : Figueira da foz
Data de inscrição : 06/03/2008

MensagemAssunto: Parvovirose   Qui Set 10, 2009 4:51 pm

Parvovirose


A Parvovirose é uma doença contagiosa, causada por um vírus, que ataca os cães domésticos, especialmente os cachorros por serem mais vulneráveis.

Esta virose classifica-se como zoonose, por atacar tanto o homem como o cão. No homem manifesta-se sob a forma de infecções nas vias resperatórias e nos olhos, mas sem gravidade, ao contrário da incidência nos cães onde normalmente é fatal.

_____________________________________________________________
Sintomas
No cão a doença manifesta-se de duas formas, a endémica, que é a mais frequente, e a miocárdica, que provoca a morte súbita do cão e que só pode ser diagnosticada no post-mortem, dado não existirem sinais clínicos da doença no animal enquanto vivo.
Forma endémica
Na forma endémica, as primeiras manifestações da doença são a febre, que pode atingir os 41º, sonolência, falta de apetite, vómitos, por vezes tosse e inflamação dos olhos (conjuntivite).
A doença desenvolve-se pela inflamação da faringe e amígdalas, onde se replica, atingindo depois o aparelho digestivo, a começar pelo estômago e estendendo-se depois a outros órgãos como os intestinos e fígado. Nesta fase as fezes apresenta-se esbranquiçadas, sanguinolentas e sob a forma de diarreia.
Forma miocárdica
Na forma miocárdica o coração do animal, ao ser atingido, provoca-lhe a sua morte súbita. No entanto, na forma endémica, os danos podem atingir o músculo cardíaco e, embora esses danos não provoquem logo a morte do animal, podem deixar sequelas que o vitimarão quando ele envelhecer. Assim, um cão recuperado da forma endémica da doença, pode vir a contrair a forma miocárdica mais tarde.
Os casos típicos da doença consistem em os cachorros serem aparentemente sadios, mas morrerem subitamente ou minutos após um período de angústia.
Génese da doença
A fonte primária da infecção é a exposição oral às fezes contaminadas. O vírus instala-se e infecta a faringe e as amígdalas, entra na corrente circulatória e atinge então os tecidos de vários órgãos: estômago, fígado, baço, medula óssea, pulmões, miocárdio e finalmente o jejuno distal e o íleo, onde ele continua a replicar-se, provocando a necrose das criptas do epitélio do intestino delgado, com eventual destruição das vilosidades.

Combate ao vírus
O vírus é muito difícil de combater e eliminar por ser muito resistente. Em condições normais de temperatura e de humidade, o vírus pode permanecer no meio ambiente durante vários meses.
Uma forma de minimizar o contágio é evitar o contacto do cão com outros cães infectadoe e respectivas fezes. O animal doente deve ser isolado de outros animais e mesmo do homem, afim de impedir-se a propagação do mal.
Prevenção
A forma mais eficiente de prevenir a parvovirose é através da respectiva vacina.
As vacinas não devem proteger somente o indivíduo, mas também a população, evitando a eliminação de vírus quando o animal está infectado. O papel dos anticorpos maternos na proteção dos cachorros é fundamental. Os níveis de anticorpos maternos (adquiridos pelo colostro) nos filhotes variam de acordo com os níveis de anticorpos encontrados na cadela. Quanto mais alto for o nível de anticorpos da cadela, mais altos serão os níveis encontrados nos cachorros e, portanto, mais duradoura será a imunidade passiva. No entanto, como o nível da cadela pode ser variável, a duração da imunidade passiva também será variável. Se o animal for vacinado e ainda apresentar vestígios de anticorpos, esses vão inutilizar a vacina. Assim, para se ter a certeza de uma eficiente imunização enquanto cachorros, deve-se dar a primeira dose entre 6 e 8 semanas de idade, a segunda entre 10 e 12 semanas e a terceira entre 16 e 18 semanas de idade. A revacinação deve ser anual.
Consequências da doença
O parvovirus em cachorros muito jovens (menos de meses) ou in-útero pode atingir também as células do coração e provocar problemas cardíacos imediatos, como a miocardite, ou mais tardios (até aos 6 meses) como seja a insuficiência cardíaca congestiva.
Problemas neurológicos apenas se houver complicações durante a fase aguda da doença em que pode ocorrer septicémia ou hemorragias cerebrais.. mas é raro.
O mais que se pode fazer é ir vigiando o animal e esperar pelo melhor.
Vacinação da cadela
Para assegurar uma boa imunidade aos filhotes, deve-se vacinar as cadelas antes da cobertura (antes do cio) mesmo que tenham sido vacinadas antes, pois recebendo uma nova dose da vacina, terão sua imunidade aumentada durante a gestação e a oportunidade de através da circulação inter-placentaria conferirem a seus futuros filhotes uma razoável imunidade passiva.
Embora não se tenha verificado qualquer interferência sobre o desenvolvimento normal do feto, não se deve vacinar cadelas prenhes.
Depois do parto e já na fase de aleitamento das suas crias, a imunidade conferida pela vacina aplicada na mãe será transmitida através do leite (especialmente o primeiro leite, o colostro), aos filhotes recém nascidos, prevenindo-os assim da doença na primeira fase da vida e enquanto não atingirem a idade conveniente para eles próprios receberem as primeiras vacinas.
Estas considerações são meros indicadores. Deve seguir-se à risca o programa de vacinação preconizado pelo veterinário.



Indicação do esquema de vacinação

(Deve ser preconizado pelo veterinário assistente)
Idade
Doença

6 semanas

Parvovirose

8 semanas

Parvovirose, Esgana, Hepatite vírica e Leptospirose

12 semanas (é um reforço da anterior)

Parvovirose, Esgana, Hepatite vírica e Leptospirose

16 semanas

Raiva
Reforço das vacinas anualmente


______________________________________________
todos os caes são bons no café!......... e no mato??
Cumprimentos
Marco Marques
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Joãodadihaelli
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MensagemAssunto: Re: Parvovirose   Dom Abr 25, 2010 3:01 pm

Muito Boa apresentação com uma descrição exacta da doença. Apesar da prevenção ser o melhor meio de impedir esta doença não podemos vacilar pois até um cão vacinado tem probabilidades ainda que muito reduzidas de contrair a doença. Amigos fiquem atentos aos nossos companheiros de caça mais fieis. Abraço
João
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brunocardosoaraujo
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MensagemAssunto: resposta   Qui Jul 14, 2011 1:57 pm

obrigado por esta esplicação.


Boas caçadas


Bruno Araujo
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setter
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MensagemAssunto: Re: Parvovirose   Sex Jul 15, 2011 10:09 pm

Boa noite, uns veterinários dizem uma coisa, outros dizem outra, ainda há pouco tempo vi um video aqui na net, em que um veterinario dizia que se devia vacinar as cadelas prenhas, entre a quarta e a sexta semana de gestação
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cferreira
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MensagemAssunto: Re: Parvovirose   Sex Nov 18, 2011 10:21 pm

Meus amigos,

Sou dono de um cão serra da estrela com 3 meses de idade (MAXIMUS).

Sempre foi um cão muito esperto, dinâmico e esfomeado :)

Acerca de 1 semana atrás o MAXIMUS perdeu completamente o apetite e dinamismo tornando-se num cão completamente diferente, achei estranho e levei-o de imediato ao veterinário.
Após o teste foi-lhe diagnosticado a doença PARVOVIROSE!
Como sabem, esta doença é fatal na maioria dos casos.

O MAXIMUS ainda não levou as vacinas nem a desparatização e daí ter sido mais fácil ter apanhado o vírus.
Esteve a soro durante 4 dias sempre com injecções e antibioticos dados diariamente, mas a evolução era muito lenta, a meu ver era quase nula, mas era a única coisa que se podia fazer visto que a doença não tem cura.
No mesmo canil onde tinha o MAXIMUS encontravam-se também outros 2 cães rafeiros com 2 meses de idade tendo eles ficado com os mesmos sintomas passado 2 dias da detecção da parvovirose no MAXIMUS.

Estes rafeiros não foram ao veterinário visto que se tornava demasiado dispendioso. (Gastei cerca de 200€ em tratamentos no veterinário) a única coisa que fiz, foi ir a uma farmácia local e pedir algo que os ajuda-se a melhorar, embora soube-se que iriam acabar por falecer mais tarde ou mais cedo.
Receitaram-me umas saquetas em pó chamadas REDRATE (uso normal para humanos) que deveriam ser dissolvidas em água e dadas ao animal.

Assim fiz!

Quando cheguei a casa peguei numa seringa limpa e forcei o animal a beber o liquido, visto que por iniciativa própria este não o faria.

No dia seguinte de manha, era um cão totalmente diferente!
Super esperto e com apetite, achei muito estranho mas fiquei contente claro. Da parte da tarde parecia nada tinha acontecido. Comeu tudo o que lhe deitei e ainda queria mais.
Experimentei fazer a mesma coisa com o outro rafeiro e o resultado foi precisamente o mesmo.

Fantástico!!!

Quando fui ao veterinário visitar o MAXIMUS (esteve internado durante 4 dias) contei à medica o sucedido, mas ela disse que era impossível, pois a PARVOVIROSE é muito complicada e como referi antes, não tem cura.
Ela disse que provavelmente esses cães não teriam apanhado a PARVOVIROSE mais sim outro vírus parecido.

Nesse mesmo dia, trouxe o MAXIMUS para casa e decidi fazer o mesmo com ele, dei-lhe uma saqueta dissolvida em água à noite, e esperei pelo melhor...

No outro dia, o MAXIMUS estava de volta!!!

Começou a comer por iniciativa própria e a beber e já estava muito mais esperto.
Ao fim do dia já só queria era comer e brincadeira!!! :):):):)


Conclusão dos factos: Não sei se foi coincidência ou não mas o que aconteceu é que neste momento tenho os 3 cães de saúde e prontos para as curvas!!

RECOMENDO VIVAMENTE AOS AMIGOS QUE TENHAM ALGUM CÃO COM ESTA DOENÇA QUE DÊEM O REDRATE AO ANIMAL.



FUNCIONA!!!!

ABRAÇO
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castilho
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MensagemAssunto: Re: Parvovirose   Sex Nov 18, 2011 10:38 pm

Boa noite amigo Ferreira..

Faça a sua Apresentação no tópico respectivo.. é obrigatória para poder participar e necessária para o conhecer-mos um pouco melhor..

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Depois do sucedido, vacinou os cães..?
Não se pode esperar até aos 3 meses para vacinar os cachorros.. o tópico contém a periocidade das vacinas a administrar consoante a idade e as medidas a tomar devem ser sempre preventivas e não curativas.. Agreement

Abraço


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MensagemAssunto: Re: Parvovirose   Hoje à(s) 12:50 am

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