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 O Homem tem de reparar o seu erro

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L.AGOSTINHO
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MensagemAssunto: O Homem tem de reparar o seu erro   Sab Out 25, 2014 10:06 pm

O declínio da abundância de coelho-bravo como um dos factores de ameaça para o lince-ibérico
O Lince-ibérico (Lynx pardinus) é um predador de topo dos ecossistemas mediterrâneos, que desapareceu praticamente das paisagens portuguesas existindo, actualmente, apenas no sul de Espanha (Andaluzia). Em Fevereiro de 2011 existiam duas populações viáveis, uma em Doñana com 77 animais, e outra em Andújar-Cardeña (Serra Morena) com 190 exemplares (http://www.lifelince.org/visorNoticias.aspx?6964%3d3732). É considerada a espécie de “felídeo” mais ameaçada em todo o mundo, tendo o estatuto de “Criticamente em Perigo” em Espanha e em Portugal (http://www.iucnredlist.org). A existência de apenas dois núcleos populacionais reprodutores (que contam com pouco mais de 250 indivíduos) não é suficiente para garantir a presença da espécie a longo-prazo e, uma vez que a expansão natural do lince-ibérico está bastante limitada (também por factores não naturais), o estabelecimento de novas populações terá que passar necessariamente pela reintrodução de alguns indivíduos em novos locais. Estas acções foram, de facto, já iniciadas, em Espanha: num caso procedeu-se à transferência de linces (trasladação), provenientes de uma área de Sierra Morena, para outra zona com habitat favorável em Guadalmellato (província de Córdoba), e num otro caso, realizou-se a reintrodução propriamente dita, que passou pela libertação de dois indivíduos nascidos em cativeiro, e preparados para este efeito, ao abrigo do Programa de Conservação Ex-situ da Espécie, na região de Guarrizas (província de Jaén).
A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) determina que, para que os programas de reintrodução sejam bem sucedidos, estes têm que cumprir um conjunto de objectivos. Garantir a disponibilidade de presas é um dos mais importantes desses critérios. No caso do lince-ibérico, essa presa é o coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus), que constitui entre 85 a 99,5% da dieta deste felino. Por este motivo, o lince-ibérico é considerado um especialista na captura deste pequeno lagomorfo, e depende dele para sobreviver. A importância do coelho para o lince é tal que este deixa mesmo de se reproduzir em anos ou em locais em que a densidade desta presa é muito baixa. Por este motivo, e conjuntamente com outros factores (como a degradação do habitat, perseguição humana, etc.) o declínio das populações de coelho-bravo é apontado como um dos principais factores responsáveis pela diminuição de 80% das populações de lince-ibérico, entre 1980 e 2008. A ausência ou a baixa disponibilidade de coelho-bravo continua a verificar-se em praticamente toda a Península Ibérica, o que condiciona a recuperação do lince-ibérico contribuindo para o seu actual estado crítico de conservação.
 
E porque razões diminuíram as populações de coelho-bravo na Península Ibérica?
Historicamente, o coelho-bravo foi uma espécie extremamente abundante na Península Ibérica. Existem vários relatos históricos que confirmam que as densidades de coelho eram espectaculares. Por exemplo, o próprio nome da vizinha Espanha (Hispania) é uma latinização da expressão fenícia “i-shepham-im” que significa “ilha de damões”, pela confusão que os fenícios fizeram entre o coelho (espécie que não conheciam) e estes pequenos mamíferos africanos (ordem Hyracoidea). O poeta latino Catullus, em meados do século I A.C., também chamou ao centro de Espanha “Cuniculosa Celtiberia”, e textos da Grécia clássica e Roma antiga referem o colapso de cidades inteiras nas ilhas Baleares provocado pela construção de tocas pelos coelhos, tal era a sua densidade.
 
Fig. 1 - Caçador com coelho que caçou (Autor: Vicente Piorno)
 
Apesar disto, o coelho-bravo tem vindo a diminuir paulatinamente desde o princípio do século XX, encontrando-se as suas populações nos dias de hoje longe das abundâncias de outrora. Os principais factores responsáveis por este declínio são a fragmentação e perda do habitat favorável à espécie e a introdução e incidência de duas doenças virais (mixomatose e doença hemorrágica). Outros factores, como a pressão cinegética pouco sustentável, a predação e, inclusive, as alterações climáticas (sugerido recentemente por alguns autores) terão também contribuído para esta diminuição.
No período entre 1900 a 1950, a Europa assistiu a um grande crescimento económico, que associado a um forte êxodo rural, provocou alterações profundas na estrutura dos sistemas agrários, com efeitos negativos para as populações de coelho-bravo, uma vez que implicaram a fragmentação e perda de habitat favorável à ocorrência da espécie. Estas alterações (entre outras, a mecanização) tiveram efeitos em dois sentidos opostos. Por um lado, levaram à intensificação da agricultura e produção intensiva de gado em algumas zonas, enquanto que noutras conduziram à subutilização das áreas rurais, e seu consequente abandono, uma vez que nesses locais as práticas agrícolas tradicionais deixaram de ser competitivas. Ambos os processos favoreceram o aparecimento de grandes áreas monoespecíficas e homogéneas de, respectivamente, culturas e matos, causando a perda dos mosaicos e orlas mediterrâneos que caracterizavam a paisagem agrícola tradicional da Península Ibérica e que representava o habitat preferido do coelho-bravo. Num estudo recente realizado na Andaluzia, alguns autores quantificaram estas alterações, comparando a adequabilidade do habitat para o coelho-bravo entre 1960 e 1990. Os seus resultados não deixam margem para dúvidas: a proporção de variáveis que determinam a presença de habitats favoráveis para o coelho diminuiu substancialmente na última metade do século XX, como resultado das alterações do uso do solo, estando actualmente os poucos habitats adequados para o coelho bastante empobrecidos. Nomeadamente, verifica-se uma perda significativa de matos pouco densos (associada ao abandono das zonas rurais) com impactos muito negativos para o coelho sobretudo em áreas de distribuição do lince-ibérico.
 
O declínio das populações de coelho-bravo em Portugal e em Espanha foi fortemente acelerado pela chegada da mixomatose a partir de 1950. Esta doença, com origem na América do Sul onde é endémica do coelho brasileiro, tapiti (Syvilagus brasiliensis), é provocada por um vírus que foi deliberadamente introduzido em França em 1952, por um médico bacteriólogo, o Dr. Paul Delille, que tinha como único objectivo erradicar os coelhos que lhe causavam prejuízos na sua propriedade. A inoculação de apenas 2 coelhos foi o suficiente para iniciar uma cadeia de disseminação do vírus que se revelou fulminante e com resultados desastrosos. As mortalidades registadas pela doença foram da ordem dos 99% em Inglaterra e França. A mixomatose chegou à Península Ibérica em 1953, provavelmente provocando mortalidades igualmente elevadas, embora não existam registos para Portugal ou Espanha. Após o surto inicial da doença, a mortalidade causada por este vírus começou a diminuir como resultado de, por um lado, o aparecimento de um certo grau de resistência dos coelhos ao vírus e, por outro, devido ao aparecimento e persistência de estirpes do vírus que apresentavam um grau de virulência moderado. Apesar disso, a mixomatose continua a ser um dos factores mais importantes de regulação das populações de coelho-bravo em todo o mundo.
 
 
Fig. 2 - Coelho com Mixomatose (Autor: Rafael Villafuerte)
 
Precisamente quando as populações de coelho começavam a mostrar sinais de recuperação e equilíbrio com a mixomatose, apareceu no final dos anos 80 uma outra doença viral que provocou uma reviravolta nesta tendência. A Doença Hemorrágica Viral (DHV) foi descrita pela primeira vez na República Popular da China em 1984, tendo-se espalhado pela Europa entre 1986 e 1989, muito devido ao comércio internacional de coelhos domésticos. A doença chegou à Península Ibérica em 1989 causando mortalidades iniciais importantes, entre 55% e 75%, e dizimando a maioria das já depauperadas populações de coelho-bravo. Estima-se que, cinco anos após a entrada da DHV na Península Ibérica, as populações de coelho em Espanha estariam a metade dos níveis de abundância registados antes dos primeiros surtos da doença. Por exemplo, a densidade máxima de coelho estimada em média para o Parque Nacional de Doñana (onde ainda residem linces) continuou a diminuir de forma importante e progressiva após o estabelecimento da DHV, raramente excedendo nos dias de hoje, os 2 coelhos/ha, o que corresponde a apenas 1/3 dos níveis registados antes de 1990.
 
Quanto diminuíram as populações de coelho-bravo?
As populações de coelho-bravo enfrentam actualmente uma tendência de regressão generalizada na Península Ibérica, que tem sido documentada ao longo dos anos por vários autores (Figura 1). De uma maneira geral, as percentagens de declínio registadas durante o período de entrada da DHV em Espanha superam os 50%. Os estudos que se referem à avaliação das tendências populacionais de coelho no período pós-DHV relatam declínios de entre 23% e 40%, tendo-se registado um único caso de incremento de 6,5% no Norte de Espanha. Apesar de terem sido realizados em distintas escalas (para toda a Espanha peninsular ou em regiões concretas da Península), em geral, estes estudos demonstram que as populações de coelho se encontram a diminuir de forma mais ou menos acentuada.
 
Fig. 3 - Tendências populacionais de coelho-bravo em Espanha estimadas por diferentes autores (intervalo de tempo durante o qual foi realizada a estimativa e referência à metodologia utilizada). 1 – Piorno, 2006 (1988-1991) usando estatísticas de caça; 2 – Moreno et al., 2007 (1989-1990) através de contagem directa de animais (faroladas) em transectos (IKA); 3 - Virgós et al., 2007 (1980-1990) usando estatísticas de caça, 4 – Blanco & Villafuerte, 1993 (1988-1993) usando um índice de densidade relativo (RDI) calculado a partir de observações directas e indirectas de coelho; 5 – Calvete et al., 2006 (1992-2004) através da contagem de latrinas de coelho em transectos; 6 – Williams et al., 2007 (1992-2004) através da contagem directa de animais em transectos (IKA); 7 – Delibes-Mateos et al., 2008 (1993-2002) mesmo método de Blanco & Villafuerte (1993). Nota: Todos estes trabalhos são descritos e citados integralmente em Delibes-Mateos et al. (2009) – ver bibliografia recomendada.

 
Para Portugal, existe apenas um estudo que reporta a taxa de variação das populações de coelho-bravo entre 1995 e 2002. Para este período, e com base em censos realizados a nível nacional (contagem de latrinas), os autores detectaram uma diminuição de cerca 23% na abundância de coelho-bravo em todo o país, estimando que esta redução poderia ter sido superior a 30% em apenas 10 anos (entre 1990 e 2002). Estes resultados vieram reforçar o cenário de diminuição generalizada desta espécie na Península Ibérica, previamente confirmado para Espanha.
 
Estado actual do coelho-bravo em Espanha e Portugal...
É, portanto, unânime que as populações de coelho-bravo diminuíram em geral na Península Ibérica, estando muito longe das densidades de outrora. Por este motivo, quando se efectuaram as revisões dos Livros Vermelhos de Vertebrados, em Portugal e Espanha, respectivamente, em 2005 e 2007, foi decidido atribuir estatutos de conservação ao coelho-bravo, pela importância da sua diminuição em toda a Península. Desta forma, o coelho-bravo está actualmente classificado como uma espécie “Quase Ameaçada” em Portugal e “Vulnerável” em Espanha. A atribuição destas classificações obedece a critérios imparciais estabelecidos pela UICN usando software específico, e desenvolvido apenas para este fim, para garantir a isenção das classificações atribuídas. Uma espécie é, assim, classificada como “Quase Ameaçada” quando a informação reunida não permite classificá-la numa categoria de ameaça superior, mas está próxima de poder atingir essas categorias, e “Vulnerável” quando a melhor informação disponível indica que a espécie reduziu, nomeadamente, o seu tamanho populacional e área de distribuição nos últimos anos, enfrentando um sério risco de extinção em estado selvagem. A integração do coelho-bravo nestas categorias foi suportada, sobretudo, pela dimensão da redução das suas populações em toda a Península e a necessidade de implementar medidas que contrariem esta tendência. No entanto, a espécie tem demonstrado ao longo da sua história ser capaz de recuperar de forma inesperada das adversidades, como no caso da mixomatose e dos apresentados na secção seguinte.
 
O coelho-bravo diminuiu em todos os locais?
Apesar da tendência geral de regressão das populações de coelho-bravo na Península Ibérica, existem zonas onde ocorreram autênticas “explosões” populacionais da espécie, e estes locais são frequentemente zonas agrícolas bastante humanizadas. Por outro lado, o coelho-bravo parece ter recuperado, por exemplo, em algumas áreas menos intervencionadas no Nordeste de Espanha. De uma maneira geral, estas tendências positivas são pontuais e têm sido registadas em habitats favoráveis à espécie que se caracterizam por solos maleáveis (para a construção de tocas) e manchas de matos mediterrâneos pouco densos que se localizam nas proximidades de zonas cultivadas, criando o mosaico paisagístico tradicional tão apreciado pela espécie.
 
Fig. 4 - Danos provocados por coelho-bravo em cultivos agrícolas no Reino Unido (Fonte: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
 
Em algumas ocasiões, estas “explosões” são suficientes para causar estragos na agricultura, razão pela qual o coelho-bravo é apelidado em alguns locais de “praga agrícola”, pelas densidades elevadas que atinge pontualmente. Esta situação tem sido crescentemente observada em Espanha (norte, centro e sul), país para o qual está bem documentada, não existindo actualmente informação disponível para Portugal, apesar de potencialmente existirem zonas onde o coelho poderia provocar prejuízos em culturas. Em Espanha, o título de “praga agrícola” advém dos alegados prejuízos que o coelho causa às culturas (principalmente vinhas) e do facto de que a proporção de municípios espanhóis que actualmente solicitam a controlo de coelhos ser significativamente superior à registada nos anos 60, quando as densidades de coelho eram supostamente muito mais altas. No entanto, pensa-se que a percepção do coelho como “praga agrícola” tem subjacente uma série de fundamentos que não têm só a ver com um aumento pontual da densidade. Por exemplo, pensa-se que estes casos possam estar associados com uma alteração da percepção do estrago pelos caçadores e agricultores em zonas de elevada densidade de coelho, motivada pela intenção de alargar a época de caça ao coelho. Por outro lado, estes locais de “explosão” populacional caracterizam-se tipicamente por serem zonas com poucos predadores (o que faz com que a mortalidade dos coelhos por predação seja muito baixa) e por estarem integradas em zonas de caça que auto-impõem esforços moderados de caça (baixa pressão cinegética).
 
Implicações da heterogeneidade na abundância de coelho para o lince-ibérico
Como referido previamente, a maioria das populações de coelho-bravo encontra-se a diminuir em diferentes regiões de Portugal e Espanha, mas existem casos pontuais onde se observa uma ligeira recuperação, que, em determinadas circunstâncias pode, inclusive, ser suficiente para causar preocupação aos agricultores pelos prejuízos causados nas suas culturas. No entanto, independentemente da sua frequência, estas explosões populacionais ocorrem normalmente em áreas agrícolas altamente modificadas pelo Homem, representando, em princípio, zonas pouco adequadas para o estabelecimento de populações de lince-ibérico. Por outro lado, estudos recentes revelaram que a aplicação simultânea de algumas práticas cinegéticas (como a baixa pressão cinegética, a gestão do habitat, o controlo de predadores, etc.) podem estar na origem da recuperação do coelho-bravo em algumas zonas de caça. As zonas de caça que são geridas de forma intensiva podem, aparentemente, ser benéficas para o coelho, mas serão certamente arriscadas para predadores como o lince-ibérico, pela possibilidade de serem perseguidos ilegalmente ou pela própria perturbação inerente à gestão da zona de caça. Na realidade, a captura ilegal foi uma causa de mortalidade muito importante do lince-ibérico até aos anos 80 (século XX), e continua a verificar-se nos dias de hoje. Por outro lado, o uso de técnicas pouco selectivas e generalizadas, como controlo de predadores, pressupõem um risco acrescido para este felino. A título de exemplo, foi encontrada, em Agosto deste ano, morta, numa armadilha para controlo de predadores colocada numa zona de caça, o lince baptizado de “Grazalema”, uma das fêmeas de lince-ibérico que tinha nascido num centro de reprodução em cativeiro a ser reintroduzida no meio natural (notícia sobre o tema neste portal).
 
Fig. 5 - Latrina de coelho, indício que atesta a presença da espécie na área
 
Resumindo, as densidades mais elevadas de coelho-bravo, e portanto as melhores condições de alimentação para o lince, encontram-se actualmente ou em áreas agrícolas (que não incluem habitats adequados para este felino) ou em zonas de caça altamente manejadas, que apresentam sérios riscos para este predador de topo. Consequentemente, a conservação do lince-ibérico requer a aplicação de esforços que se centrem no incremento da densidade de coelho em áreas onde este felino ainda ocorre e/ou em áreas onde poderia ser reintroduzido no futuro. Uma excelente ilustração deste cenário é o esquema de gestão que se implementou em Valle del Río Las Yeguas (Serra Morena) destinado a aumentar as densidades de coelho em território de lince. Após a aplicação de um plano rígido de recuperação de coelho, que envolveu gestão do habitat (construção de tocas artificiais) e trasladações de coelhos, entre outras medidas, a densidade média de coelho passou de 0.71 coelhos/ha em 2003 a 5.91 coelhos/ha em 2009.
 
Quais as sugestões da comunidade científica em relação à conservação do coelho-bravo?
Uma vez que uma das principais motivações para o declínio do coelho foram as modificações que o Homem induziu nas paisagens ibéricas nos últimos tempos, quase todas prejudiciais para o coelho-bravo, uma grande parte dos investigadores insiste que uma das prioridades de conservação para o coelho na península é a conservação destes habitats tipo mosaico que incluam manchas de mato mediterrâneo pouco denso e áreas cultivadas (com culturas variadas, como centeio, cevada, tremocilha, etc.), com grandes perímetros de orla (margem entre zona fechada e zona aberta) que possibilitam que o coelho não tenha que se afastar muito do coberto vegetal que lhe confere protecção (contra os predadores, por exemplo) quando se tem que alimentar. Fomentar e proteger os habitats favoráveis à sua ocorrência são, portanto, uma prioridade de conservação para o coelho-bravo em Espanha e Portugal.
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