Caça&pesca&natureza

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 apresentação

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AutorMensagem
kanhonas
Caçador Novato ;-)
Caçador Novato ;-)


Número de Mensagens : 1
Idade : 60
Localização : CORUCHE
Data de inscrição : 12/09/2015

MensagemAssunto: apresentação   Sab Set 12, 2015 7:39 pm

Boas horas,
Chamo-me Alberto Afonso, sou natural de Caçarelhos, Vimioso, Bragança.
Vivo no concelho de Coruche, Santarém e caço em harmonia com a natureza desde que me lembro.
 
Sempre cacei interagindo com os animais bravios e o cão que me acompanhava, no início um qualquer cão da aldeia, que me acompanhasse. Depois com aqueles que criava e cuidava.
 
Na Minha Terra havia três tipos de cães, o cão do boieiro, que só caçava quando em deslocação, o cão do caçador com arma que caçava sempre, mesmo que o caçador não o fizesse e os cães de gado.
 
Não havia raças fixas, mas os cães segundo os seus atributos eram distinguidos por “barbascas” de seguir, os mais valiosos, “barbascas” de busca, perdigueiros e de gado, em termos de caça ou eram de busca ou de seguir, uns traziam há mão e outros não.
 
Como boieiro, comecei a acompanhar os caçadores, com cerca de cinco seis anos, antes de entrar para a escola, utilizando um sacho e executando um trabalho parecido com o de um batedor.
 
Quando apanhava um coelho sem intervenção do caçador, ia-me embora para a boiada comer a merenda, guiar as agueiras e tapar os boqueiros.
 
Isto no início dos anos sessenta, quando se caçava todo o ano e havia caçadores profissionais; de perdiz que só paravam no verão na altura das colheitas. Vendiam as perdizes para Miranda do Douro, pois não era rentável cozinhá-las, como complemento alimentar, só tinham valor os coelhos e as lebres.
 
Os Jovens até aos 14 anos, caçavam de tudo, todo o ano, e por todos os meios viáveis, desde os lousões, aos “alexós”, ás ratoeiras e aos laços, além de outras formas menos ortodoxas como em buracar os coelhos em pedreiras, tapá-las com a roupa do corpo e derramar (desbarrulhar) a pedreira ou a parede para apanhar um coelho.
 
Andava-se todo o dia atras de um coelho, ás vezes semanas e meses, já se lhe conheciam as voltas de cor, as “enceradeiras”, os caneiros etc.
 
Havia muita gente nos campos, cultivava-se tudo e a caça era abundante, coelhos, lebres, perdizes, raposas e lobos aos quais se faziam Montarias. Não havia javalis. Só dei por eles em 1980, já a caçar com arma.
 
Do Nordeste Transmontano, vim caçar para o Concelho de Lisboa, Cacém, Carregueira. Calhandriz e Bucelas.
 
Pelo convívio acompanhava outros ao Alentejo, a Mato Miranda Santarém etc.
Mas a ausência de alguma ética de caça empurrou-me nos anos de 1990, para as montarias ao Javali, principalmente na Redinha em Pombal, sempre bem organizadas com diretor de Montaria que motivava e prendia a atenção de toda a assembleia, Monteiros, Matilheiros e Assistentes (mirones que só pagavam o almoço)
 
Nesses anos tive a matilha mais pequena do País, mas eram três bons podengos grandes de pelo liso, roubaram-mos.
Posteriormente cheguei a ter duas matilhas de 25 cães e a participar em Montarias onde eram utilizadas 15 matilhas, como a do Couço, Coruche.
 
Cacei com diversas raças de cães, além das Nacionais, Azuis de Gasconha, Anglofranceses Brunojura Grifonvendaien, Pointers, Setters, Bretons, Grifonkortals, Dogueargentino, etc.
 
Mas o Podengo Português foi sempre o melhor. Dei para o Montijo o "Baldarac" que levantava lebres para todos os caçadores de uma grande área de diferentes grupos.
 
Os meus podengos iam longe, davam a volta à caça e levavam-na ao caçador.
Era preciso ser bom conhecedor do ambiente, das manhas da caça e do cão para acreditar que a primeira vez que a caça vinha a tiro, não se lhe atirava, para ter a oportunidade de apreciar a caça o cão e o desempenho do caçador, claro isto aonde não houvesse “arganeiros”.
 
Por último cacei em Associativas e Municipais como sócio e convidado, em Turísticas como dinamizador de caçadas, mas quase sempre a atividade cinegética se resumia ao convívio social, ficando a interação com o meio natural reduzido ao mínimo.
Muitos caçadores perderem a capacidade física de aguentar uma jornada cinegética, no terreno, do nascer ao por do sol, com pequenas pausas físicas.
 
Caçar, interagir mo meio ambiente sem transportar uma arma, tornou-se objeto de repulsa.
 
Todo o verdadeiro caçador, se pode deleitar e extasiar no percurso natural, sem o propósito de obter uma peça de caça, mas antes planear e imaginar jornadas de caça futura.
 
O campo de treino é um local por excelência adequado ao reconhecimento e início da “experienciação” cinegética. Nele o espaço cinegético pode ser rentabilizado e otimizado em várias vertentes inovadoras e mais aliciantes.
 
Estudar o campo de treino cinegético eis um bom motivo de caça.
 
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