Caça&pesca&natureza

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 Material para se iniciar no Flyfishing

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podengos
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Número de Mensagens : 2927
Idade : 39
Localização : Viana do Castelo Gaifar Ponte de Lima
Data de inscrição : 17/02/2008

MensagemAssunto: Material para se iniciar no Flyfishing   Seg Out 06, 2008 6:12 pm

No que diz respeito aos
salmonídeos, a pesca com mosca artificial é a pesca por excelência,
pois não se resume simplesmente numa técnica ou conjunto de
equipamentos. Ela é também, e acima de tudo, uma atitude, uma filosofia
de pesca, um código de valores e preceitos morais conducentes a uma
postura muito bem definida perante questões importantes e actuais, tais
como o ambiente e a preservação das espécies.

Muito se tem escrito sobre o tema e muito mais se escreverá ainda. Pelo
que, corremos sempre o risco de transformar qualquer regra numa visão
pessoal e tendenciosa da questão. Excelentes pescadores de mosca
produziram grandes escritores - como é o caso de Gary Lafontaine ou
Vincent Marinaro – muitos dos quais, infelizmente, já não pescam ao
nosso lado.
Dei
início, com este artigo, a uma série de textos, mais ou menos técnicos,
mais ou menos filosóficos, cujo objectivo é o de conduzir com mão amiga
o mosqueiro aprendiz que se inicia agora nos desalentos e prazeres
desta escola de vida. Dada a vastidão do assunto começaremos por uma
abordagem, simples e em traços gerais, ao equipamento, não esquecendo o
bolso de cada um e, por isso mesmo, tentando balizar os custos da
aquisição de material dentro de certos limites. Futuramente, os vários
aspectos e problemáticas serão objecto de análises mais profundas e
detalhadas.
Cana

Cada
roca com seu fuso e cada pescador com a sua cana. Esta é uma verdade
incontestável. E se o hábito faz o monge, já o mesmo não se poderá
dizer acerca do pescador. De facto, possuir e usar canas sofisticadas,
construídas com as mais modernas tecnologias e materiais da era
espacial, e que custam muitas dezenas de contos, não fará de nós
melhores pescadores.
Não
basta ter nas mãos um bom instrumento para que se lhe possa arrancar da
alma a mais bela das melodias. Um Stradivarius soaria horrivelmente nas
mãos de um executante medíocre. Do mesmo modo, uma cana excelente, não
ajudará a pescar mais e melhor se o instrumentista não for capaz de a
dominar com mestria.
Tal
não significa, contudo, que se deve optar pela cana mais barata que
encontremos à venda no mercado. O barato sai caro...! e há certos
pormenores e características de uma cana que não devem ser
menosprezados aquando da sua compra. Refiro-me à qualidade dos
acabamentos, com especial destaque para os encaixes, ataduras,
passadores, cortiça do punho e rosca do porta-carretos. Não menos
importante, é a forma como a transportamos. O saco que geralmente é
fornecido com cada cana não é suficiente para o efeito, uma vez que não
oferece protecção contra choques violentos ou portas de automóvel. Faça
um favor a si próprio e adquira (caso não venha já incluído no preço da
cana) um bom tubo de alumínio para o efeito. A pesca com mosca seca é
sempre a modalidade escolhida pelos principiantes, quer pela sua
espectacularidade, quer pela facilidade em capturar a primeira truta.
Assim, aconselha-se a compra de uma cana para linha nº 4 com um tipo de
acção média–rápida.

Linha

Não
existe uma linha universal, que sirva para tudo. Muitos pescadores
defendem o uso de uma linha flutuante DT-5 (nº 5 duplo fuso). Invocam
duas razões para tal: com essa linha conseguimos lançar moscas
pequeníssimas e extremamente leves, tais como uma mosca seca nº20, mas
também moscas grandes e pesadas do género ninfa nº12 bem lastrada ou um
pequeno streamer. Por outro lado, é uma linha económica pois quando
estiver uma ponta gasta e estragada poderemos sempre virar a linha ao
contrário, ou seja, usar a outra ponta que continua como nova.
É
uma argumentação falaciosa que sacrifica a eficácia face ao peso do
dinheiro. O problema que se coloca é que não existe uma linha que faça
tudo bem. Logo, se queremos pescar com mosca seca e lançar bem, a
melhor opção será a de usar uma linha desenhada para a pesca com mosca
seca. Uma boa linha flutuante WF nº4 cumprirá na perfeição o que se lhe
pedir. O mesmo se diz da pesca com moscas mais pesadas que é o caso das
ninfas e dos streamers. Neste caso, a solução passa por uma flutuante
WF nº6. A questão da configuração da linha, duplo fuso (DT) ou peso à
frente (WF), levanta, para o aprendiz, alguns problemas, e se
atendermos ao orçamento então o melhor será mesmo o duplo fuso, pelas
razões já enunciadas. Contudo, sugiram no mercado novos perfis,
bastante agradáveis nas suas prestações, que combinam o melhor dos dois
mundos. São as chamadas linhas triangulares. Pessoalmente, uso um
conjunto constituído por uma linha triangular TT-3 e uma cana de 2.30m
(7.6”) de acção média-rápida que se comporta às mil maravilhas.
As
linhas para pesca com mosca significam sempre um desembolso importante
para o pescador, e por isso mesmo, merecem sempre o máximo de cuidados
com a sua manutenção. É um material relativamente frágil e que deve
deslizar suavemente por entre os anéis da nossa cana. Gastar mais algum
na compra de um produto de limpeza e lubrificação de linhas significará
proteger o investimento feito. Caso contrário, nenhuma linha durará
mais que duas temporadas seguidas.

Linha de mosca perfeitamente acondicionada na bobine original.


Carreto

Sobre
esta peça fundamental pouco há a dizer, no âmbito deste artigo, é
claro! Pelo menos quando se trata de escolher o nosso primeiro carreto.
A minha preferência vai sempre para o carreto mais leve que consiga
encontrar, dentro do orçamento geral que à partida tenha definido. Ao
fim de uma jornada de pesca o nosso braço estará destroçado. Por isso,
todo o peso que se consiga eliminar é sempre uma benesse para o
pescador. Comprar vários carretos é uma opção cara, mas existem no
mercado carretos relativamente baratos para a qualidade de construção
que apresentam e que, ainda por cima, oferecem, incluída no preço, uma
ou duas bobinas extra. Tente, na medida do possível, conjugar o factor
peso com um bom travão de disco. Este ser-lhe-á imprescindível se
tentar aventurar-se pela pesca de barbos com mosca!!

Uma solução económica: Três bobines pequenas e baratas
para o mesmo carreto.




Um peixe é demasiado valioso!!!Mas só dentro de água!!!
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Última edição por podengos em Sab Nov 14, 2009 8:46 pm, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: 2 Parte Continuacao   Seg Out 06, 2008 6:43 pm


Continuacao

Conectores, Leaders e Terminais

À ponta da nossa
linha de mosca iremos atar o leader. Alguns preferem, por uma questão
de comodidade, usar um conector para o efeito. De facto, o uso deste
pedaço de nylon entrançado permite-nos trocar de leader num instante.
Eu uso-o e recomendo-o, e vamos deixar para os puristas a discussão
sobre o efeito nefasto que ele possa ter nos nossos lançamentos. Um
leader é um troço de monofilamento de nylon, em forma de fuso, que é
atado ao conector ou à ponta da nossa linha, ao qual depois é atado o
terminal ou Tippet. Existem em vários tamanhos e espessuras. A regra
geral é: para pescas finas (condições de água cristalina ou águas
paradas), leaders compridos e finos, o que equivale, por exemplo, a um
leader de 3,60m na espessura 5X. Para pescas mais pesadas (águas
movidas ou moscas pesadas), leaders mais curtos e grossos, ou seja,
2,25m na espessura 3X. Tenha sempre presente que todas estas medidas,
assim como muitas das sugestões que aqui são adiantadas, são fornecidas
a título meramente exemplificativo, servindo portanto como ponto de
referência para o pescador iniciado. Como em tudo, as regras foram
feitas para serem quebradas e cada um encontrará, com o acumular de
experiências, as soluções que considerar mais adaptadas às várias
situações de pesca que irá encontrar. O terminal consiste num pedaço de
monofilamento, relativamente fino - entre 0,20 e 0,10 – que serve
exclusivamente para atarmos as nossas moscas e fazer com que elas
pousem na superfície da água com a delicadeza e a graciosidade de um
insecto natural. Geralmente, a sua longitude varia entre os 50cm e os
100cm. Conforme vamos trocando de mosca, este terminal irá ficando cada
vez mais curto, pelo que chegará a um ponto em que seremos obrigados a
montar um terminal novo. As marcas e preços destes três componentes são
muito variados, há-os para todos os gostos e carteiras. Opte por marcas
conceituadas que se especializaram neste tipo de artigos. Poderá
adquirir o monofilamento para terminais em bobinas de 100m ou 25m
(estas são ideais para trazer nos bolsos do colete). Concluindo: um
conector para a linha e mais dois de reserva, não vá o diabo
tecê-las...! três leaders, um comprido e fino para pescas difíceis. Um
médio que será o leader todo-o-terreno, e um algo mais curto e grosso
que será utilizado com moscas mais pesadas do tipo streamer. Quanto a
terminais, três bobinas: 0,12 0,15 e 0,20.

Ponta da linha com conector e leader montados.
Conector extra e bobine para tippets.

Caixa de Moscas

As moscas são como
moscas! Quero dizer, em tempo recorde, verá a sua colecção de moscas
aumentar a um ritmo vertiginoso. Portanto, um conselho: compre uma boa
caixa e de grande capacidade. As de alumínio com 8, 16 ou 32
compartimentos são óptimas. Custam os olhos da cara, mas não se irá
arrepender com toda a certeza. Quanto à colecção de moscas o melhor que
tem a fazer é seguir o conselho de uma loja especializada na pesca com
mosca. Fica o aviso, em Portugal estas lojas são raras, mas existem. Ou
então, esperar pelos próximos artigos onde esta questão específica será
abordada com mais detalhe.
Colete

Nem todos os
coletes são pensados e feitos para pescar com mosca. Não pense o leitor
que bastarão meia dúzia de bolsos. Durante a acção de pesca estamos,
geralmente, dentro de água. É imperioso ter tudo à mão de uma forma
prática e rápida. Evitam-se dissabores, irritações e, quem sabe, a
perda da captura da nossa vida. Quais são então as características de
um bom colete?
Deverá
ser curto para que possamos vadear, ou seja, entrar pela água dentro
até à cintura ou mais sem que tudo aquilo que transportamos nos bolsos
fique transformado em papa. Disponibilizar pelo menos 6 bolsos à frente
com medidas normalizadas (4 para caixas de 16x9x3 e 2 para caixas de
11x9x2). Vários bolsos interiores e um bolso enorme nas costas que
servirá para o transporte do impermeável. Vários anéis para pendurarmos
corta- fios, tesoura e sei lá que mais. Um pedaço de pele de borrego e
um laço porta canas. Não menos importante, os fechos dos bolsos deverão
ser de qualidade irrepreensível (a maior parte das vezes teremos que os
abrir e fechar com uma mão apenas).
Vadeador e Botas

A pesca de trutas e
outros salmonídeos é quase sempre feita em águas cujas temperaturas não
são muito confortáveis para o ser humano. Se tivermos em conta que, na
maior parte das ocasiões, é necessário entrar na água para assim
conseguir uma melhor colocação perante o peixe que se alimenta à nossa
frente, então o melhor é estar bem protegido e de modo a que nos
possamos deslocar sem a preocupação de meter água pelas botas. A
solução ideal é o vadeador. Peça rara e dispendiosa, há alguns anos
atrás, mas que, graças à concorrência comercial e também devido ao
aperfeiçoamento havido nos métodos de fabrico e de pesquisa científica
feita ao nível dos materiais, é hoje uma peça de vestuário
perfeitamente ao alcance de qualquer um. A aposta vai para os que são
fabricados com material que deixam passar o ar mas não a água. Os de
neoprene, mais baratos, são um verdadeiro tormento assim que começa a
primavera. E no verão são bons para emagrecer! Por outro lado, o nosso
clima, não justifica a protecção extra contra o frio que o neoprene
oferece. Estes vadeadores que “respiram” deverão ser usados com uma
calça interior em forro polar ou até mesmo um simples pijama de flanela
para os dias mais quentes.
Chapéu e óculos
Por
último, uma regra de segurança pessoal: nunca pesque sem óculos. Deste
modo evitará acidentes com moscas que passam rente à nossa cara a uma
velocidade de muitos km por hora, correndo o risco de atingir
gravemente os nossos olhos. Um chapéu é sempre bem vindo nas horas de
calor e, se possuir pala, protege-nos dos raios de luz reflectidos pela
água.



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