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 Alimentação e preparação de um cão de Desporto e ou de caça

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AutorMensagem
hashishin
Caçador Novato ;-)
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MensagemAssunto: Alimentação e preparação de um cão de Desporto e ou de caça   Sex Set 03, 2010 1:08 pm

boas tardes pessoal,

esta infomação foi assimilado por uma amiga minha que faz desporto com os seus cães.

A preparação do cão de desporto


Desde há alguns milhares de anos que o cão se tornou o companheiro do homem: inicialmente, para ajudá-lo nas suas tarefas diárias, e progressivamente, para contribuir para o seu prazer, antes de começar, no século XIX, a dividir totalmente o seu lazer. Gradualmente, o homem tem-se envolvido, dia após dia, na vida do cão, com a finalidade de o seleccionar, educar, treinar e alimentar da melhor forma possível para que haja boas condições de vida para ambos. Foi assim que, de simples caçador, guarda ou animal de carga instintivo, o cão se tornou companheiro do homem, cão de field-trial,de pulka, de ring, de pastoreio ou de trenó. Por ser o que é, o homem criou regras ecompetições para que o lazer se tornasse desporto e o companheiro, um atleta. Nasceram os desportos caninos. Quatro elementos condicionam o desempenho do desporto canino: a selecção genética, a relação psicológica homem-cão, o treino (baseado no conhecimento das suas características fisiológicas no esforço) e a nutrição, sendo que cada um desses elementos deve ser necessariamente considerado.

Fisiologia do esforço físico


Tanto no cão como no homem, o trabalho intenso e a competição estão na origem de um stress ao mesmo tempo orgânico e psicológico. Assim sendo, o conhecimento geral das modificações fisiológicas induzidas pelo esforço físico permite ao dono um melhor entendimento do cão. Por este facto, a sua preparação para uma competição será melhor, prevenindo as eventuais afecções patológicas que possam surgir.

Adaptações cardiovasculares e respiratórias

As adaptações cardiovasculares e respiratórias ao esforço têm a finalidade de, por um lado, garantir o fornecimento de oxigénio e de nutrientes necessários para a actividade muscular e, por outro lado, permitir a eliminação dos resíduos, particularmente do gás carbónico e do calor, produzidos pelo metabolismo muscular. Estas adaptações são indispensáveis, não só para o bom desenvolvimento de uma prova desportiva, mas também para manter o esforço para além dos instantes iniciais. Assim sendo, devem distinguir-se dois tipos de resposta do organismo: - uma resposta imediata adaptada às necessidades instantâneas do organismo, ou seja, concomitante ao esforço;
- uma resposta de longo termo, que antecipa as necessidades do organismo e corresponde às adaptações induzidas pelo organismo.

Durante o exercício físico

O papel essencial das alterações da função circulatória durante o trabalho é o de aumentar o fluxo sanguíneo e, consequentemente, o fornecimento de oxigénio para os tecidos cujo metabolismo aumenta, principalmente os músculos. O organismo realiza esta função aumentando o ritmo cardíaco e redistribuindo a massa sanguínea até locais em actividade, em detrimento dos locais em descanso. Estas modificações são complementadas por um aumento da capacidade do sangue em transportar o oxigénio, graças à contracção do baço, que envia um grande número de glóbulos vermelhos até ao sangue aumentando, assim, o hematócrito e a quantidade de hemoglobina.

O ritmo cardíaco pode elevar-se consideravelmente e atingir dez vezes o seu nível de descanso; a frequência dos batimentos cardíacos aumenta de maneira muito sensível: em função da intensidade do esforço, pode chegar a 300 batimentos por minuto no galgo de corrida e 200 no cão de trenó. Ocorre uma intensa vasodilatação nos músculos que trabalham, permitindo um aumento do fluxo interno.

Por fim, o fluxo ventilatório evolui em várias fases durante o esforço:

- durante os três a quatro primeiros segundos, a ventilação aumenta brutalmente;
- após alguns instantes ocorre uma segunda fase de aumento, mais lento;
- a seguir, alcança-se um patamar que se mantém até ao final do esforço;
- em fase de recuperação, ocorre uma lenta diminuição da frequência respiratória, que diminui de mais de 200 movimentos por minuto para aproximadamente 30.

Sob o efeito do treino

Após um treino diário de 4 a 5 semanas, o organismo do cão apresentará alterações significativas no seu sistema cardiovascular e respiratório. Assim, as modificações cardíaca e hemodinâmica, causadas por um exercício físico repetido, tendem a minimizar a energia necessária para o trabalho cardíaco, bem como a desenvolver as capacidades de bombeamento do coração. Nos cães treinados, o ritmo cardíaco em repouso é inferior ao dos cães sedentários e a arritmia respiratória é mais acentuada. O volume plasmático aumenta, o retorno do sangue venoso melhora e, consequentemente, o fluxo cardíaco global aumenta. Por vezes, um treino intenso conduz a uma hipertrofia cardíaca. No Greyhound, por exemplo, seis meses de treino diário intenso levam a um aumento de 50% da espessura da parede do coração e de 30% do volume da cavidade do ventrículo esquerdo. Da mesma forma, o treino irá conduzir a um aumento do número e da densidade dos vasos sanguíneos capilares do músculo. Por fim, ao contrário do que se acredita, um exercício físico regular no cão com boa saúde gera pouca ou nenhuma alteração no aparelho respiratório; verifica-se, apenas, que a capacidade global do organismo para consumir oxigénio (fala-se em "V02max", consumo máximo de oxigénio) aumenta de maneira considerável com um treino de resistência. Essas modificações só poderão ocorrer de modo ideal nos indivíduos que apresentem um bom estado de saúde geral. Qualquer alteração ou insuficiência dessas funções irá diminuir as possibilidades de adaptação às condições do esforço, e, consequentemente, o desempenho desportivo ou de trabalho.

Consequências do stress biológico de esforço


Nos cães de desporto, o stress gerado pelo meio ambiente ou pelo esforço físico produz modificações comportamentais (latidos, distúrbios da motivação, etc.), modificações neurovegetativas (salivação, taquicardia, midríase, etc.), distúrbios digestivos (vómitos, diarreias, úlceras gástricas) e anemia (fala-se até de anemia do desportista). Portanto, um grande número dessas manifestações, relatadas pelos utilizadores de cães no meio das competições desportivas, podem ser atribuídas a este tipo de processo fisiopatológico.

Não raramente, o excesso de treino é uma causa preponderante destas modificações, mas, também, não se deve ignorar o facto de que um cão sabe distinguir bastante bem o treino do contexto de uma competição ou de uma intervenção real no plano psicológico. De maneira geral, as situações causadoras de stress costumam gerar angústia nos animais, que exteriorizam comportamentos característicos da sua espécie. No cão, os comportamentos de angústia ou de grande temor exprimem-se por reacções bem conhecidas de eliminação (micções, defecações repetidas), de vocalização (latidos, uivos) e outros comportamentos cuja repetição pode gerar verdadeiras estereotipias: morder objectos, a jaula ou cavar o chão.

Por estas razões, reacções comportamentais, neurovegetativas, digestivas e outras podem, sem objecção, ser consideradas como decorrentes do stress. Do conjunto das reacções, parece bastante evidente que, no contexto de provas físicas frequentemente muito desgastantes sob o aspecto metabólico, os distúrbios digestivos estejam entre os mais prejudiciais para a condição física, principalmente quando aliados a perdas de água e electrólitos ou à insuficiência de água para beber ou de consumo de alimentos.

Um plano de treino correcto e inteligente, um ambiente psicológico calmo e normal, mas, principalmente, uma alimentação adaptada serão as chaves da prevenção dos problemas associados ao stress de esforço ou de excesso de treino no cão.



Alterações metabólicas

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Ao mesmo tempo que o trabalho muscular influi de modo muito directo sobre a natureza e amplitude da necessidade energética, também se repercute, grandemente, sobre o equilíbrio global do organismo.

Fontes de energia

A energia química utilizada na contracção muscular provém, unicamente, de ligações químicas de "fosfato" ricas em energia, presentes numa molécula fundamental, a adenosina trifosfato, ou ATP.

Durante o esforço, as concentrações de ATP da célula serão diminuídas e deverão ser reconstituídas de maneira instantânea, enquanto o animal estiver a correr ou a realizar o seu trabalho.

Essa reconstituição faz-se de acordo com três processos cujos respectivos papéis e intensidades dependerão do tipo de esforço exigido do cão:

- Anaerobiose não-láctica : durante um esforço muito breve e muito intenso (alguns segundos), o ATP é reconstituído a partir das reservas do músculo em fosfocreatina, sem haver necessidade de oxigénio (anaerobiose) e sem produção de ácido láctico (aláctica).
- Anaerobiose láctica : neste caso, que envolve os esforços intensos com menos de dois minutos de duração (galgos de corrida, agility, ataque lançado), a energia é reconstituída a partir do glicogénio armazenado no músculo e da glicose sanguínea, sempre sem consumo de oxigénio, porém, desta vez, com a produção e a acumulação de um resíduo metabólico, o ácido láctico. De maneira muito esquematizada, é quase sempre a acumulação deste último que leva, por exemplo, ao aparecimento da fadiga muscular e de cãibras.
- Aerobiose : trata-se de um processo metabolico que supre a necessidade energética do cão assim que o esforço se torna resistência (intensidade menor, porém duração de alguns minutos até algumas horas). Num primeiro momento, a glicose sanguínea é oxidada, graças ao oxigénio levado até ao músculo pelos glóbulos vermelhos, mas, diferentemente do homem, os lípidos irão constituir muito rapidamente a principal fonte de energia do cão.

Sem entrar em grandes detalhes sobre aquilo que acabaria por se tornar um tratado de medicina desportiva canina, o treino e a nutrição serão novamente condicionados pelo conhecimento destes dados metabólicos específicos.

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Alimentação do cão de desporto


Esquematicamente, são três as categorias de factores que têm impacto sobre as necessidades nutricionais do cão de desporto :
- o gasto energético induzido a ser considerado, quantitativamente muito variável, porém qualitativamente fundamental;
- o stress, na medida em que, ao ser induzido pelo treino e pela competição, é o responsável pela necessidade de adaptações nutricionais;
- a desidratação, que pode, numa medida que não deve ser desprezada, ser prevenida pela nutrição.

Para isso, um alimento adaptado ao cão de desporto deverá:
- fornecer uma fonte de energia de óptima qualidade, nas quantidades apropriadas;
- minimizar, tanto quanto possível, o volume e o peso do bolo intestinal;
- ajudar a manter um correcto estado de hidratação do animal;
- ter um possível efeito tampão sobre a acidificação metabólica causada pela corrida;
- contribuir para optimizar os resultados de um treino bem conduzido;
- colmatar as perdas fisiológicos causadas pelo stress.

Portanto, alimentar um galgo de corrida como se fosse um cão de caça, ou um cão de busca como se alimenta um cão de trenó torna-se uma aberração para quem espera do seu cão o melhor desempenho possível e uma boa prevenção dos problemas médicos ou traumatológicos.

Especificidades nutricionais


Em primeiro lugar, a quantidade de energia a ser fornecida a um cão sofre a influência da intensidade e duração do esforço. De uma maneira global, o objectivo de cada treinador deve ser, antes de tudo, manter o peso ideal do cão, pesando-o, se possível, semanalmente e adaptando as quantidades de alimentos distribuídas diariamente, de modo a manter um peso ideal estável.

No entanto, actualmente um certo número de dados científicos permitem precisar a abordagem em determinados casos hipotéticos: assim, para um galgo de corrida, sabe-se que a participação numa corrida provoca um aumento de apenas 5% da necessidade energética em relação à necessidade de manutenção do cão, enquanto que, em condições extremas (como é o caso do Iditarod no Alasca, 150 km por dia a umatemperatura de – 50° C), um cão de trenó de 20 kg poderá consumir até 12.000 kcal por dia (sete vezes a sua necessidade de manutenção!). De forma mais geral, e de maneira esquemática, uma hora de trabalho leva a um aumento de, aproximadamente, 10% da necessidade energética demanutenção, o que pode levar a um acréscimo da alimentação diária de 40 a 50% para um "dia" de trabalho ou de desporto . As variações da temperatura ambiente também deverão ser levadas em conta: para combater o frio ou o calor em torno da sua "zona de neutralidade térmica" (em torno de 20° C), o cão precisa de mais energia.

A qualidade da energia fornecida ao cão durante o esforço assume uma importância fundamental e, assim, conduziu a uma definição dos critérios de uma energia optimizada para o cão de desporto. Além da própria natureza dos nutrientes valorizados, podemos reter duas considerações de qualidade:

- a energia deve estar rápida e facilmente disponível nos locais próprios da sua utilização (a célula muscular);
- o equilíbrio dos componentes energéticos deve ser tal de modo a que a combustão se realize com um mínimo de resíduos, um máximo de eficácia e sem risco de bloqueio metabólico.

Assim, quanto mais longo o esforço, mais rico em gorduras deverá ser o alimento, passando de um teor de 16 a 20 % para um cão que pratica esforços curtos, para 35 % para um cão submetido a um esforço de resistência (sendo 20 a 25 % um teor óptimo para um esforço intermédio).

Para tornar a energia facilmente disponível e rapidamente utilizável pelo organismo em situações de esforço, é, também, indispensável utilizar alimentos completos secos especializados e hiperdigeríveis (aqueles que os fabricantes qualificam de "premium" ou "superpremium"), resultando num reduzido volume alimentar e fecal. Este facto pode ser avaliado de maneira simples, comparando-se o volume fecal ao volume ingerido, sendo que o óptimo valor no cão de desporto situa-se a 45-50 gr de matérias fecais para 100 gr de matéria seca ingerida.

Como o esforço constitui uma fonte de stress para o organismo, este tem necessidades nutricionais específicas, que podem ser esquematizadas da seguinte forma:

- aumento da necessidade em proteínas, as quais deverão representar de 32 a 40 % da matéria seca do alimento, dependendo da intensidade do esforço;
- aumento da necessidade em vitaminas do complexo B (em particular B1, B6 e B12), mas também em nutrientes antioxidantes (vitamina E, selénio) e em ácidos gordos da série ómega 3 (oriundos do peixe e que podem melhorar a fluidez dos glóbulos vermelhos, as trocas de oxigénio e diminuir os fenómenos inflamatórios gerados pelo esforço);
- suplementos nutricionais úteis não presentes no alimento completo utilizado: L-carnitina (essencial para a boa utilização celular dos ácidos gordos e para a recuperação), ácido ascórbico ou vitamina C (que normalmente não é um nutriente essencial no cão), probióticos (bactérias lácticas que melhoram a digestão dos alimentos).

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Alimentação prática

Em termos práticos, a alimentação do cão de desporto deve:

- ser nutricionalmente equilibrada,
- ser concentrada e hiperdigerível,
- ser correctamente distribuída e consumida pelo cão.

O dono deve, portanto, considerar os alimentos para cães de desporto como sendo uma série de adaptações específicas em torno dos três critérios a seguir:

- cobertura da necessidade de manutenção,
- aumento da densidade do alimento em energia e em nutrientes essenciais, associado a uma redução da quantidade de matérias fecais,
- enriquecimento do alimento para corresponder à necessidade energética do esforço (gorduras) e ao stress (proteínas, vitaminas).

Obviamente que, em tal contexto, apenas os alimentos industriais completos secos poderão ser considerados (sendo que a alimentação caseira torna-se anedótica e o alimento húmido enlatado, excluído), os quais poderão receber suplementos adaptados às especificidades de cada prática desportiva.

Para isso, uma vez escolhido o alimento correcto, deve-se implementar um plano anual de alimentação, o qual deverá adaptar-se, rigorosamente, à evolução do treino:

- período de descanso anual: alimento de manutenção de qualidade excepcional,
- período de treino: passagem progressiva para um alimento de trabalho (período de uma semana em cada transição), ou adição crescente de um suplemento alimentar de trabalho à alimentação de manutenção
- período de competição: acrescido ao trabalho, o stress pode requerer adaptações nutricionais suplementares. Quantitativamente, alimento diário deverá ser adaptado à evolução do peso corporal do animal;
- período de destreino: retoma progressiva ao alimento de manutenção.

Relativamente às quantidades diárias a administrar, um cão de desporto ou de utilidade não deverá trabalhar em jejum, uma antiga crença sem fundamento, prejudicial ao desempenho e bem-estar; deverá receber, pela manhã, um quarto da quantidade diária de alimento com bastante água, pelo menos quatro horas antes de trabalhar, e o restante à noite, num horário fixo.

Finalmente, o fornecimento de água a um cão de desporto deverá ser permanente, principalmente imediatamente após o esforço, para prevenir os problemas de desidratação.

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FONTE DE INFORMAÇÃO


eu sei que é um pouco extensivo mas é deveras de interessante.

um abraço
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