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 Material para a pesca à pluma no mar

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podengos
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MensagemAssunto: Material para a pesca à pluma no mar   Seg Nov 03, 2008 7:28 pm

Ola em primeiro de tudo quero agradecer o amigo José Rodrigues que é o moderador do fórum pesca a pluma por me ter deixado meter este artigo aqui no cães-caca-pesca-natureza muito obrigado

Quando o objectivo é pescar no mar, é necessário ter em conta alguns factores no momento da escolha do material que vamos usar.
Já é sabido que as espécies de mar são espécies muito poderosas, e que
atingem grandes tamanhos, mas nem sempre podemos escolher o material
tendo em conta apenas o tamanho do peixe que pretendemos pescar.
A escolha da cana:
Se o objectivo é pescar à pluma espécies de grande tamanho, necessitamos
obrigatoriamente de material mais forte, não só para se conseguir lutar
com o peixe, mas também para se poder lançar as grandes plumas que
muitas vezes são utilizadas. É importante salientar que a numeração das
canas de pluma utilizadas no mar varia entre o número #7 e o número #16.
As canas de pluma utilizadas para a pesca de mar possuem algumas
diferenças em relação às canas utilizadas na pesca em água doce. É
importante referir que nada impede que as canas de mar sejam utilizadas
em pesca de água doce, mas o contrário não é de todo aconselhado.
Algumas das diferenças que saltam logo à vista são o formato do punho,
o tamanho dos anéis e a acção da cana.
Em relação ao punho, este
tem um formato um pouco diferente, que permite que a mão e o dedo
polegar sejam colocados de uma forma que facilita a transmissão de
força à cana e, por consequência, ao lançamento. As canas para linha
#12 e superiores possuem ainda um segundo punho de combate, situado
logo acima do punho principal que trará conforto durante uma longa luta
com um grande peixe. Os anéis também são um pouco diferentes.
Normalmente, os dois primeiros que estão junto ao punho, são um pouco
mais largos que os das canas de água doce e são também mais robustos e
preparados para resistir ao contacto com o sal. A acção também é um
pouco diferente. É uma acção rápida, mas este factor dependerá da marca
e mesmo dos modelos. Claro que existem canas de água doce com acção
rápida, mas sem dúvida que são acções diferentes, e nota-se, sobretudo
quando estamos a lançar plumas grandes utilizando linhas WF para o mar,
que, normalmente e como falarei mais adiante, possuem um perfil
diferente das linhas de água doce.


Se quisermos praticar uma pesca de mar ligeira, que pode ser praticada em
toda a nossa costa, em que o objectivo é a captura de espécies
pequenas, a numeração das canas pode variar entre o número #7 e o #9,
com um comprimento de 9 pés. Por norma, com uma cana para linha #8 de
acção rápida, conseguimos realizar lançamentos rápidos e capturar bons
exemplares. Mas é importante salientar que, por vezes, é necessário
optar por material mais forte. Digo isto porque, como já referi no
início deste artigo, existem outros factores a ter em conta para além
do tamanho peixe. Um primeiro factor poderá ser o local onde vamos
pescar e um segundo factor, também muito importante, são as condições
climatéricas, mais especificamente o vento, que irá de certeza
complicar no momento do lançamento.
Sendo assim, se, por exemplo, o
objectivo é pescar na costa, onde existe rebentação e onde temos
normalmente de realizar lançamentos longos e, para complicar mais um
pouco, temos de estar muito concentrados, onde temos ainda de conseguir
controlar a linha no meio das ondas, enquanto recolhemos a pluma,
devemos de optar por material mais pesado, como, por exemplo, uma cana
para linha #10 ou #11. Se optarmos por uma cana desta numeração, ainda
que o conjunto se torne mais pesado, iremos conseguir lançamentos mais
longos com menos esforço e conseguiremos atenuar um pouco a força do
vento.
Se o objectivo for capturar espécies
maiores e mais poderosas, é imprescindível a utilização uma cana mais
potente, que pode variar entre o número #10 e o #16. Na maioria das
situações, é necessário lançar grandes e volumosas plumas, algumas com
20cm de comprimento ou mais. No momento da escolha da cana, os modelos
mais versáteis e que podemos utilizar no maior número de situações e
espécies são os modelos #10, #11 e o #12. É importante referir que uma
cana para linha #12 já é uma cana muito forte e potente, capaz de
resistir a grandes lutas, e permite realizar lançamentos rápidos com
conforto e facilidade e a várias distâncias, sendo normalmente
utilizadas para apanhar peixes de tamanho médio em alto mar, ou então
outras espécies igualmente grandes e poderosas que se encontram junto à
costa ou em águas baixas. Canas para cima do número #12 já são canas
para situações muito específicas e com peixes realmente grandes.

A escolha do carreto e do backing:
Na pesca à pluma no mar, o carreto tem uma importância fundamental. Não
tanto quando falo em pesca ligeira, ainda que, para algumas espécies
que se capturam com material ligeiro, seja mesmo necessário, devido à
sua grande luta, mas sim quando falo na pesca à pluma de peixes de
grande tamanho.
Uma das principais exigências no momento da
aquisição de um carreto para é o travão. Compreendo que muitos não
estão habituados a utilizar o travão de um carreto, até porque,
infelizmente, são poucas as espécies das nossas águas que realmente o
irão utilizar. Mas, na luta com um peixe de médio tamanho, o carreto
irá ser certamente usado, ajudando em todo o combate, obrigando o peixe
a abrandar durante as longas corridas e cansando o peixe mais
facilmente.
Cada marca utiliza tipos diferentes de travões, uns
feitos à base de cortiça, teflon, outros de materiais mais avançados e
outros possuem sistemas mais complexos que, à primeira vista, podem
parecer exagerados para o efeito. Mas, na minha modesta opinião e de
muitos outros pescadores, os melhores carretos são, sem dúvida, os
carretos mais simples, os que possuem menos peças amovíveis, existindo
assim menos possibilidades de falhas em momentos cruciais.


Última edição por podengos em Sab Nov 14, 2009 8:46 pm, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Material para a pesca à pluma no mar   Seg Nov 03, 2008 9:07 pm

2.parte

Quanto à capacidade dos carretos, esta varia de
igual forma de fabricante para fabricante. Quando se escolhe um
carreto, este, para além de ter de albergar a linha de pluma, também
deverá ter capacidade para o backing. O backing é uma linha de reserva,
de cor viva, para ser facilmente avistado a longas distâncias, com
elasticidade praticamente nula, cujas resistências variam, sendo as
mais comuns as de 20 e 30Lb. Com a evolução dos materiais, surgiram
alguns tipos de backing mais fortes e mais finos (Gel Spun), permitindo
aumentar o número de metros de backing no carreto. Como mínimo dos
mínimos, o backing que se deve colocar no carreto são 100m. Em primeiro
lugar, estes 100m vão ajudar muito na luta com um peixe de bom tamanho,
mas, para além disso, irá também ajudar a encher o carreto, fazendo com
que a linha ganhe menos memória. Claro está que devemos de ter em conta
ainda o volume da linha quando colocada no carreto, daí que devemos
seguir sempre a indicação do fabricante.
Ainda falando da
capacidade de um carreto, esta por norma varia consoante a sua
numeração. Por exemplo, um carreto para linha #8 pode levar 200m de
backing de 20Lb, enquanto que um carreto para linha #10, é normal levar
200m de backing de 30Lb, enquanto que um carreto para linha 12 pode
levar 350m de backing de 30Lb, e por aí adiante. Mas lá está, com o tal
backing de maior capacidade que falei anteriormente, este carreto para
linha #12 apresentado como exemplo iria poder levar 450 ou 500m de
backing de 50Lb, em vez dos 350m de 30Lb.

A escolha da linha (seda):
Existe no mercado uma imensidão de linhas que podem ser utilizadas no mar.
Estas linhas, do tipo WF, passam por processos de construção
específicos e são preparadas para a pesca em águas quentes e salgadas,
possuindo também um design específico para condições extremas,
facilitando, por exemplo, o lançamento a longa distância em locais
ventosos, o que no mar é uma constante. As linhas de mar existem em
diversas cores, podem ser cores claras ou vivas, podem ter uma parte
colorida e a ponta transparente ou, então, totalmente transparentes. A
variedade de linhas que existem, permite cobrir praticamente todas as
condições de pesca. Mas, mesmo dentro da gama de linhas para o mar,
existem muitas diferenças que fazem com que estas linhas se adaptem a
diversas situações. Mas estas características, por vezes desconhecidas,
causam alguma confusão no momento da compra. Vamos falar um pouco dos
vários tipos de linhas que podemos encontrar na montra de uma loja.

Linhas flutuantes:
As linhas flutuantes são, sem dúvida, um dos tipos de linha mais
utilizados na pesca à pluma no mar. Estas linhas, como o próprio nome
indica, são linhas que flutuam, sendo ideais para a pesca na superfície
e para a pesca em águas baixas, em que são, por vezes, necessárias
apresentações mais delicadas. Podem ser tanto utilizadas com plumas de
superfície como com streammers.
Linhas intermédias:
As linhas intermédias também são muito utilizadas. Estas linhas possuem
diferentes velocidades de afundamento. Podem, por exemplo, variar entre
o 1 e 3 polegadas por segundo. Em acção de pesca, é uma linha muito
utilizada quando necessitamos de colocar a pluma logo abaixo da
superfície da água, num curto espaço de tempo. Os menos experientes
podem pensar: “então, mas se eu com um streammer deixar afundar,
consigo trazer a pluma a 1 metro de profundidade”. Em certa medida,
isto é verdade, mas é necessário ter em atenção que, na pesca de mar,
são muito poucas as vezes em que necessitamos de trabalhar a pluma
muito devagar e, ao necessitarmos que a pluma trabalhe rapidamente
abaixo da superfície, vamos necessitar de uma linha que mantenha a
pluma à profundidade desejada durante a rápida recolha. Neste caso, se
utilizássemos uma linha flutuante, a pluma com a velocidade da recolha,
iria voltar para a superfície de imediato. Existem ainda outras linhas
que, em vez de serem totalmente intermédias, são de ponta intermédia,
ou seja, em vez de afundarem em todo o seu comprimento, afundam apenas
os primeiros metros da linha.

Linhas afundantes:
Uma linha afundante como o nome indica, é uma linha muito pesada, em
que o objectivo é levar a pluma para águas mais profundas. Estas
linhas, dependendo do tipo e marca, podem afundar até a 6 polegadas por
segundo, o que as torna muito pesadas e ideais para situação mais
específicas. Estas linhas afundantes são muito utilizadas na pesca à
pluma de mar, mas a sua utilização apenas quase, repito, quase se
aplica à pesca de grandes espécies, mesmo quando se pesca com plumas de superfície. Alguém pode pensar: “mas se a pesca destes grandes peixes é feita na superfície, porquê utilizar linhas afundantes…”. A resposta é
muito simples: basta repararem que esta pesca é feita sobretudo de
barco, em alto mar, onde existe ondulação, onde é necessário lançar
grandes plumas, muitas delas contendo um cilindro de foam no chock
tippet, para que a pluma funcione como uma espécie de popper, causando
distúrbios na superfície da água. Ora, por outro lado, com uma linha
afundante, poderá ser mais fácil lançar uma pluma deste tamanho e,
depois, a sua característica super-afundante vai permitir que a nossa
pluma se mantenha na superfície da água enquanto a recolhemos, ou seja,
o peso da linha irá garantir que a pluma se mantenha assente na água e
não que salte por cima das ondas, cada vez que dermos um puxão na
linha. Outras vezes, necessitamos de colocar um streammer mais pequeno
em águas mais profundas e, nestes casos, estas linhas serão ideais.
Se,por exemplo, procurarmos pescar robalos na nossa costa, em zonas de
pedra, a partir de um barco, será um tipo de linha que devemos ter
sempre connosco, já que, muitas vezes, os robalos não estão na
superfície e apenas desta maneira podemos chegar aos locais onde eles
se encontram, e acreditem que poderá fazer a diferença.
A escolha dos baixos de linha:
No mar, tanto existe a possibilidade de estarmos numa situação em que
necessitamos de ter um lançamento preciso, como numa situação em que
temos é de conseguir pôr a pluma o mais longe e mais rapidamente
possível, sem que a precisão seja o mais importante. E aqui, mais uma
vez, a escolha de um baixo de linha vai depender muito da espécie que
vamos pescar e das condições que vamos encontrar.
Aqui, a minha opinião pessoal é a mesma: a simplicidade é fundamental para o sucesso.Quando se começa com grandes invenções, há sempre alguma coisa que irá correr mal e, no pior dos casos, irá comprometer a captura. E, no caso de ser a provável captura de uma vida, irá certamente servir de lição e ser aprendida da pior forma.

No mercado, existem diferentes tipos de baixos de linha para o mar,
desenhados para espécies específicas, com diferentes tamanhos e
resistências. Por vezes, é comum utilizarem-se estes baixos na pesca de
outras espécies, que não para a que foram desenhados. Basta que se
adaptem à situação que pretendemos, é isso o mais importante.
Podemos também optar por fazer os nossos próprios baixos de linha, ainda que,para algumas espécies, seremos mesmo obrigados a fazê-los. Um baixo de linha feito da maneira mais simples possui dois ou três segmentos
unidos entre si. Utilizando duas secções apenas, vamos ter um baixo
curto, de 7 a 9 pés, mas funcional, que permite a realização de bons
lançamentos com precisão, se utilizarmos plumas de tamanho médio. O
mesmo acontecerá com um baixo de três secções, que poderá ter 10 ou 12
pés. Iremos ter na mesma boa precisão e melhor apresentação perante
espécies mais desconfiadas.
Normalmente, os baixos de linha de duas
secções são constituídos por uma secção mais grossa, a “butt section”
que vai ligar à linha principal e por outra mais fina que irá atar à
pluma. Mas, por vezes, é necessário fazer o inverso: podemos, por
exemplo, utilizar primeiro uma parte mais fina, e depois utilizar uma
mais grossa que irá atar à pluma, funcionando esta parte mais grossa
como o shock-tippet. Estes baixos podem ser muito bons, se não forem
necessários lançamentos extremamente longos e com necessidade de muito
precisão na apresentação.
Falando agora um pouco
do shock-tippet, este pode ser feito de aço ou de nylon/ fluocarbono.
No caso do nylon e fluocarbono, é de grande diâmetro e resistência,
podendo ir até 100Lb de resistência. É colocado entre o tippet e a
pluma. O shock tippet é utilizado na pesca de diversas espécies,
principalmente daquelas que possuem pequenos ou grandes dentes e que
podem, durante a luta, cortar o tippet de diâmetro mais fino. Claro
que, para além de poder proteger o tippet dos dentes do peixe, poderá
ser vital durante o decorrer da pesca, protegendo o tippet também da
abrasão do contacto com o peixe ou do contacto com o fundo ou com
qualquer outro objecto. Quando utilizamos shock-tippet, devemos atar a
pluma de forma a que esta nade livremente, se o fizermos, o peixe de
certeza que não irá detectar o mesmo e irá atacar a pluma.
Nunca é demais falar dos nós. Estes devem ser muito bem feitos, porque, no caso da pesca à pluma, o baixo de linha é muito curto e a linha de
lançamento não tem elasticidade, ou seja, o nosso baixo de linha será
posto à prova e terá de aguentar com toda a tensão da luta. E o baixo
de linha, sendo cónico, terá diferentes resistências em todo o seu
comprimento, sendo a parte mais delicada os nós que unem o tippet ao
baixo de linha e à pluma, ou ao shock tippet, caso este exista. Daí que
devemos de treinar muito bem os nós e testar muito bem o nó, antes de
lançar a pluma para a água, sobretudo quando o alvo são grandes peixes.
Nunca usem um nó, se sentem que não ficou bem. Confiem nos vossos
instintos, façam de novo.
Não vou ensinar a fazer os nós, até porque
existem bons sites onde se podem aprender e, inclusive, ler artigos
muito interessantes sobre que nós utilizar em diferentes tipos de linha
e de situações, e como varia a resistência dos mesmos. Falando de
nomes, são estes os nós que devemos conhecer, saber fazer e saber
quando utilizar: “Perfect Knot”, “Seurgeon Knot”, “Albrigth Knot”,
“Palomar Knot”, “Blood Knot”, “Trillene Knot”, “Bimini Twist” e o “Slim
Beauty Knot”.

Espero que o conteúdo deste artigo vos ajude no momento de comprarem o vosso próximo conjunto para pescar no mar à pluma.

Escrito por José Rodrigues 01.11.2008

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