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 A caça ficou mais pobre ....

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podengos&coelhos
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MensagemAssunto: A caça ficou mais pobre ....   Qui Maio 03, 2012 2:10 pm

A caça ficou mais pobre com a partida precoce de um Grande Caçador e Amigo Isaías Piçarra.

Ficam os seus inúmeros artigos de opinião e a sua bondade extrema para todos os que por algum motivo cruzaram a sua vida.

O meu muito obrigado por algumas vezes ter tido o prazer de estar consigo ao vivo e a cores a falar do que mais no unia - Caça e cães de caça.

Um abraço para a família e em especial para o seu filho Diogo que também tive o privilégio de conhecer.

P.S. - As duas caixas de Premier Sulbeja chumbo n.º 8 com D20 que, há algum tempo, me ofereceu serão usadas nesta abertura das rolas.
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podengos&coelhos
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MensagemAssunto: Re: A caça ficou mais pobre ....   Qui Maio 03, 2012 4:15 pm

Matar Sem Caçar ou a História de Uma Morte Inútil

alguns anos atrás, talvez 20 ou 30, não existia da parte dos caçadores
portugueses uma tão grande apetência para a caça maior. Poucas
explorações agrícolas criavam e exploravam gamos, veados ou corços ou
mantinham boas condições para a permanência de javalis. Nesse tempo,
estes animais eram vistos como grandes concorrentes á utilização das
pastagens e bolota das explorações, não sendo até aí apetecível o seu
aproveitamento cinegético. Algumas Zonas de Caça do Estado como a Tapada
de Mafra, a Herdade da Contenda e poucas mais, iam satisfazendo os
apetites dos pioneiros em termos de cervídeos, sendo que os javalis dado
o seu carácter errante eram essencialmente acossados, um pouco por todo
o lado, pelos caçadores furtivos em esperas nocturnas, não tanto pelo
troféu mas especialmente pela carne.
A caça menor, em especial o
coelho e mais tarde a perdiz sempre complementada pela lebre, eram as
espécies que mais atraíam os caçadores das regiões rurais. E foi assim
que se foi enraizando o meu vício pela caça. Iniciava as caçadas ás
portas da aldeia, sem necessidade de qualquer outro meio de deslocação
ou outros equipamentos nomeadamente, carabinas, cartucheiras cheias,
assim não surgiam grandes apetências por outras espécies cinegéticas.
Contudo ao longo dos anos a situação económica e social das populações
foi melhorando, permitindo agora deslocações até então impensáveis, a
agricultura é chamada a assumir mudanças e novos desafios, surgem as
zonas de caça turísticas , associativas e mais recentemente as
municipais dando um acesso popular esta modalidade agora legalmente
estabelecida e a caça maior passa , cada vez mais , a impor a sua
importância . Naturalmente começam a aparecer as oportunidades e os
convites, que de uma maneira ou outra, durante 30 anos fui conseguindo
resistir.
Mas como é óbvio, gosto do ambiente da caça e da natureza e
em tempos passados, aceitei acompanhar a observar (sem caçar), uma
caçada de aproximação ao veado-troféu, durante a berra, observando das
torres de vigia, o desenrolar dos lances, desde a procura à escolha e
abate do animal. Situação que sinceramente me deu muito prazer, mas
atirar eu próprio a um animal daqueles, sinceramente não me encontrava
preparado nem predisposto. Sabia contudo que um dia poderia acontecer …
Eram
oito horas da manhã de um belo dia do início de Janeiro, seguido de uma
noite de chuva intensa, o convite para uma caçada surgiu sem
possibilidade de recusa. O telefonema foi tão rápido que fiquei em
dúvida que espécie iria caçar, tordos ou veados, já que era conhecida a
minha nula apetência pela caça maior. Sem tempo para mudar de roupa e
com receio da lama nos campos, calcei umas botas caneleiras, tirei do
cabide o colete de caça, atirei uma caixas de cartuchos para tordos para
dentro da mochila, também uma caixa de balas que tinha comprado na
Bélgica há mais de 25 anos e nunca tinha usado, retirei do armário a
Benelli semi-automatica calibre 12, tudo para dentro do carro e aí vou
eu.
Chegado ao local de encontro, pelas caras presentes e
apresentação dos caçadores desfizeram-se todas as minhas dúvidas,
terminou a minha última resistência á caça maior. Ia ser a minha
primeira vez não restavam mais duvidas. Assumido o facto, assim que
parei o carro vesti de imediato o colete de caça para disfarçar a minha
roupa de trabalho e tentei aproximar-se de parecer um caçador.
Explicando o meu desconhecimento ao que vinha, de imediato me ofereceram
uma caixa de cartuchos de balas, o que me descansou quanto a segurança
das balas que trazia. E pensei, está assumido, não há volta possível,
Maria vai com as outras, e com um pouco de sorte e juízo, o mais que te
pode acontecer é não matar nada, o que não é grave e se errares os
problemas de consciência também não serão muitos.
Terminado o
sorteio, coube-me uma porta a 100 metros do local onde me encontrava,
local que eu conhecia relativamente bem e próximo de uma pequena
barragem. E assim saímos os quatro caçadores daquela linha, lá fomos a
pé na procura das portas saídas em sorte. O primeiro a ser colocado foi o
companheiro da minha direita que ficou na bordadura da pequena barragem
que não teria mais que 30 metros de diâmetro, eu a seguir por baixo do
talude da barragem e os outros dois companheiros no seguimento da linha
de água interrompida pela represa. Observados os procedimentos básicos
de segurança, verifiquei exactamente a posição dos companheiros,
apercebi-me que não tinha visibilidade directa com nenhum deles o que em
termos de segurança me deixou um pouco mais descansado.
O objectivo
que eu tinha estabelecido para a caçada não era mais que passar a manhã
no campo e terminar da melhor maneira, sem grandes glorias nem
decepções. Esqueci-me que nem sempre poderemos determinar o evoluir dos
acontecimentos, muito menos de uma caçada.
No local pousei a mochila
que naquele momento a única coisa que continha eram duas caixas de balas
e a bolsa dos chokes da espingarda. Pendurei o guarda-chuva
desdobrável, mudei-o choke da arma para o cilíndrico como mandam as
regras meti três balas na arma e o resto no bolso. Procurei junto ao
tronco da azinheira um local para me sentar, onde coloquei um saco de
plástico no solo dado que estava ainda molhado da chuva da noite
anterior. E sentei-me. Espingarda atravessada no colo …
Estava um dia
maravilhoso, o sol a brilhar por entre as poucas nuvens brancas, sem
vento, como se toda a natureza acordara depois de fecundada com a chuva
abençoada dos céus. Estava um Dia Criador. Trouxe-me á lembrança um
ditado popular que dizia qualquer coisa como, a seguir a uma chuvada,
larga tudo e vai á caça. Sentia-me bem neste contexto apercebendo-me que
tinha sido dado o sinal de partida para o desabrochar da natureza
depois da letargia do Inverno. Ouve-se o chilrear dos pássaros, o canto
da perdiz procurando parceiro e respondendo ao chamamento do instinto.
Aparecem os primeiros coelhos, muito cautelosos, parando, escutando,
avançando aos poucos, mostrando-me que a comida é importante mas a
segurança é um valor superior. Impressionou-me, tão perto estarem de mim
e não me viam, como que sabendo que não lhes ira fazer nenhum mal.
Depois, uma lebre atravessando a meio da ampla encosta na minha frente,
lenta e cuidadamente, com destino definido lá ia caminhando até
desaparecer por entre as estevas salpicadas de afloramentos rochosos de
xistos envelhecidos pelas duras temperaturas de verão. Ouço um piar, e
dispara em mim um alarme que me tira deste sossego, um tordo, e a minha
cabeça parece um cata-vento, aonde, aonde? E lá vinha ele de asas
abertas, em voo picado, a fazer-se ao solo na busca de pequenas larvas e
insectos por entre o mato no solo, como gostaria de lhe atirar, nem que
fosse com bala …E agora uma perdiz que passa por cima da minha cabeça,
vinda de trás, que me acorda e me faz recordar ao que vim, tirando-me da
letargia deste sonho.
Já me dói os assentos, decido levantar-me um
pouco. Até agora tudo estava a correr bem, só não sabia como iria
aguentar mais umas horas, entre sentado e dormente e de pé e cansado,
depressa apercebi a falta que me fazia o meu rico banco.
Ouço as
primeiras ladras, e cada vez mais perto, depois os sons de uma cavalgada
, vejo aparecer na linha do horizonte e rapidamente na encosta da
frente, um veado em louca correria acossado de perto pelos cães.
Primeiro na minha direcção, depois deslocando-se um pouco para a
direita. Os cães, três ou quatro, no seu encalço e bastante próximos o
que eu estranhei. Levantei a espingarda, e reconhecendo a minha pouca
experiência, não sabia se era perto ou longe, se deveria atirar logo ou
esperar que se aproximasse mais, até que me surgiu uma ideia brilhante
que me resolvia o problema e desde logo a aceitei. O veado vai entrar
com o colega do lado e devo deixar cumprir, assim baixei a arma e
deliciei-me a ver aquela louca corrida e os bravos cães sem deixarem o
encalço do animal mantinham a perseguição. Estranhei, pensava que o
veado fosse capaz de se desenvencilhar mais rapidamente dos cães, mas a
boca aberta e os sucessivos sopros húmidos deixados no ar, davam a noção
do cansaço que já o acompanhava. Já que tinha tomado a direcção da
barragem preparei-me para assistir ao espectáculo que seria vê-lo passar
no paredão, todo descoberto, imaginei eu. Á entrada da barragem o veado
não apareceu no paredão, desapareceu. Ouvi então o som característico
da entrada do animal na água, percebi então o sucedido, confirmando a
minha teoria do cansaço. Como gostaria de ter visto, e os cães também
entraram na água? Ainda pensei em correr e deslocar-me ao paredão, mas
prontamente desisti da ideia com o soar dum tiro que levantou uma coluna
de água de 10 metros de altura que eu vi tão claramente. Em reacção
imediata, dobrei o corpo, levantei os braços em defesa da cabeça e disse
um palavrão. E outro tiro e outro susto. Nesse momento já me encontrava
de costas para a barragem, de cócaras e praticamente junto ao chão.
Sabia que o colega do lado estava atirar com carabina o que me
amedrontava ainda mais. Um terceiro tiro na água, e eu maldizia a minha
vida, que sensação mais desagradável. Um quarto tiro já em terra nas
minhas costas. E silencio. Os cães já abandonavam a cena pelo trajecto
inverso e eu dava graças pelo terminar do acto, sem que tivesse ficado
com um certo tremor nas pernas e o coração um pouco acelerado. Não,
agradável não foi. E pensava, porque raio é que o vizinho com uma
carabina nas mãos, precisava de 4 tiros para matar um veado que lhe
entra pela barragem a dentro, quase dava para lhe perguntar para que
lado é queres sair? (nós no lugar dos outros somos muito bons).
Volta
a quietude e voltam os coelhos a visitar-me, de vez em quando, uma
perdiz atravessa os céus, eu agora até as corria com a espingarda, o
dedo fora do gatilho não vá o diabo tece-las. Os tordos punham-me doido,
cada vez mais, assobiava-lhes e fazia – os rodopiarem á minha volta.
E
estava eu neste impropério, pensando que a caçada estaria de resto e
assim me permitia a todas estas macacadas que me vinham á cabeça. Que
engano.
A encosta á minha frente era bastante rasa e com excelente
visibilidade, e tanto olhei para o local da entrada dos tordos que vejo
aparecer um veado. Olá, esta agora, será que é comigo? Era um veado
pequeno, com duas pontas apenas, vinha numa vereda, ligeiramente á minha
esquerda, direcção que o trazia direito a mim. Vinha desconfiado,
fazendo pequenas deslocações, parando, olhando longamente para um lado e
outro. Eu não sabia exactamente o que fazer, se era longe ou perto, se
devo deixar entrar, eram muitas as incógnitas na minha cabeça. Ponto
final, espingarda na cara, veado de frente para mim a 50 metros,
apontei-lhe ao peito entre os membros anteriores e disparei. A minha
primeira preocupação era que a porcaria da bala não me estragasse a
espingarda e a seguir ao tiro verifiquei de imediato a ponta do cano,
como estava tudo bem, voltei com os olhos á cena e reparei que o veado
se assustou, virou a 90 graus, partiu a correr, ao que eu fiz o 2º e um
terceiro tiro. Isto afinal não é pôr a espingarda á cara, dar ao dedo e
veado no chão. Como será natural, deverá ter a sua técnica, que eu não
tenho, murmurei para dentro. Pois, pois …enfim, nem estava excitado só
um pouco desiludido. Recarreguei a espingarda para descanso da
consciência e se eu já pensara que a caçada tinha acabado, agora é que
foi mesmo.
E voltei a sentar-me esperando que o foguete me levasse ao
almoço que de caça já estava satisfeito. Entretido nos meus
pensamentos, remoendo a cena passada, decidi rebobinar o filme e
minimamente perceber o que correu mal. E vejo um novo veado. No mesmo
trilho, mas este com uma armação espectacular, caminhava num passo
calmo, seguro, decidido, imponente. E eu fiquei impávido e sereno,
confiante, num desafio de machos. Apertei a espingarda atravessada no
meu colo e senti o poder que ela me transmitia, e desafiei-o “ …agora
tens que chegar tão perto que vens comer á minha mão, nem que leves o
resto da tarde a cá chegar …que eu espero…”.
E eu espero. Vejo o
silêncio com que se desloca, desvia ligeiramente a armadura das estevas
com um movimente elegante e preciso. E avança. Encontra-se agora no
preciso local onde tentei alvejar o outro veado e este parecia-me muito
maior. Mas não, não atiro. Eu separo-me dele pelo menos na inteligência
(digo eu), aprendi alguma coisa com o anterior e vou manter-me fiel ao
prometido “ …vens comer á minha mão …”. E eu espero. Percebi que tinha
um problema, uma ligeira desvantagem, estava sentado, poderia alveja-lo
assim mesmo. Mas não, teria que me levantar, não seria digno receber o
adversário sentado, e este desafio tinha que ser leal. A minha
experiência de outras caçadas menores dizia-me que teria toda a vantagem
enquanto estivesse imóvel, ao mínimo movimento deitaria tudo a perder. E
eu espero. Decido estudar o trajecto do trilho, vem exactamente na
minha direcção, a 10 metros atravessa uma pequena linha de água coberta
de uns arbustos e segue para o meu lado esquerdo ligeiramente a subir.
Desenhei a estratégia, quando o veado baixar a cabeça para passar a
linha de água entre os arbustos eu levanto-me. E o veado continuava no
seu passo certo, elegante, altivo, na minha direcção como que sabendo ao
que vinha, tem uma pose de herói, decidido no desafio. Eu mantenho-me
estranhamente calmo, quase apático, o desafio é chegares ao pé de mim,
fitá-lo sem pestanejar a todo o custo, já tinha decidido. O veado
continua o seu caminho, para mim a distancia não encurta. Finalmente
entra na área de tiro, inevitavelmente a cena vai precipitar-se. Tento
sentir as minhas pernas, as nádegas então meio dormentes de sentadas na
raiz da azinheira, receio que não respondam como deveriam no momento da
verdade. O veado aproxima-se da linha de água, inicia a descida e
desaparece. É agora. Levantei-me com prontidão, sem atabalhoamentos,
monto a espingarda na cara e aguardo que o protagonista entre em cena.
Ele aí está, lança os membros anteriores para a pequena barreira, alonga
o corpo e galga para a frente, retoma o passo. Agora já atravessado
para mim, coloco o ponto de mira branco a seguir á omoplata do membro
anterior esquerdo, e duvido. Recordo o que se passou no anterior animal,
mas será que nem a esta distância lhe dou? Também não sei fazer melhor,
aí vai.
O animal recebe um tremendo choque e pula hirto na vertical
como se batido pela terra de baixo para cima. Volta a assentar as patas e
lança-se na minha direcção, qual instinto lhe rectifica a caminhada na
direcção do inimigo e empunhando as suas armas enfrenta o agressor com a
bravura animal. Dá dois saltos na minha frente e cai enrolado e morto
com um segundo disparo.
Volta o silêncio e a quietude ao local,
decido vergar-me perante tanta nobreza e sento-me, coloco-me ao mesmo
nível do animal. Não volto a carregar a arma. Acabou. Não era o final
que eu tinha sonhado para esta manhã, pacífica, com uns tiros errados,
nada de importante.
Já não há coelhos a brincar a minha volta, nem
pássaros a esvoaçar, apenas silencio e o cheiro da morte ao meu lado.
Começo a sentir o coração a acelerar e bater irregular, sinto as pernas
tremer, sem perceber porquê. Pensei em ir ver o animal que jazia a 7 ou 8
metros de mim mas não sou capaz, estou completamente imobilizado, em
estado de choque. Os minutos passam e eu continuo imóvel, um torbilhão
de pensamentos me atormentam, um deles sem duvida o remorso. Sinto que
preciso de sair deste estado de espirito, levanto-me, encosto a
espingarda ao tronco da árvore e dirijo-me ao animal. Miro e remiro como
se observasse um extraterrestre caído do céu, sem nunca me aproximar ou
tocar-lhe. Fui á passagem do barranco e ao local do tiro, e lá estavam
cravadas as unhas do animal na terra macia e húmida. Voltei ao posto,
sempre de olhos no chão, arrumei o material, vi viaturas a circular no
caminho, arremessei a mochila para as costas e comecei a caminhar …
cacei coelhos, lebres, perdizes e tordos sem atirar, matei um veado sem
caçar …

Isaías Piçarra
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Hugo Pinto
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MensagemAssunto: Re: A caça ficou mais pobre ....   Qui Maio 03, 2012 6:25 pm

Os meus sinceros Pesamos a familia e amigos.

Estive a ler o texto que o amigo podengos pos, o texto está um espetaculo um encanto,

eu não conheci o sr. Isaias Piçarra mas para alem de um grande homem que devia de ser, boa pessoa, amiga, era um

excelente escritor, porque o texto que ele fez, está tão bem ilustrado, todos os passos estão bem definidos que eu

a ler parece que estava na caça.

Este senhor devia ser um encanto.
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RMBC
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MensagemAssunto: Re: A caça ficou mais pobre ....   Qui Maio 03, 2012 6:38 pm

Adeus companheiro! Foi um privilégio ser teu amigo.
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José Pimenta
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MensagemAssunto: Re: A caça ficou mais pobre ....   Sex Maio 04, 2012 8:44 am

Sem dúvida uma grande perda. Grande Homem, grande amigo e Bom companheiro de caça. Eu fui um dos privilegiados em o ter como amigo. O meu pesar à família e em especial ao Diogo.
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podengos
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MensagemAssunto: Re: A caça ficou mais pobre ....   Sex Maio 04, 2012 9:34 am

Os meus sinceros Pesamos a família e amigos..



Um peixe é demasiado valioso!!!Mas só dentro de água!!!
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MensagemAssunto: Re: A caça ficou mais pobre ....   Sex Maio 04, 2012 9:44 am

os meus Pesamos a toda a sua familia
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MensagemAssunto: Re: A caça ficou mais pobre ....   Sex Maio 04, 2012 12:40 pm

Não conhecia o confrade em questão, mas lamento a sua partida, todos ficámos mais pobres, quem o conheceu enaltece as suas qualidades.

Á família e amigos envio os meus sinceros sentimentos de pesar.

Que descanse em paz.


Ser caçador é, não ser matador.

José Júlio
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MensagemAssunto: ola    Sex Maio 04, 2012 1:44 pm

Os meus sinceros sentimentos pra família e amigos
como aki foi relatado deveria ser um excelente homem
e um excelente caçador e admirador da natureza....



Os meus sentimentos.... palmas
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jose ANTONIO
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MensagemAssunto: Re: A caça ficou mais pobre ....   Sex Maio 04, 2012 2:19 pm

As minhas condolências a família e amigos .
Eu pessoalmente não conheço esse senhor ,mas para quem escreve assim só pode ser um grande homem
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castilho
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MensagemAssunto: Re: A caça ficou mais pobre ....   Sex Maio 04, 2012 9:21 pm

Não tive o previlégio de conhecer o Isaías mas a julgar pelo testemunho de amigos e pela história/relato da caçada, não restam dúvidas que a caça ficou mesmo muito mais pobre...

Cacei imenso a ler.. fartei-me de "ver" caça e desfrutei de uma Natureza linda.., obrigado Rui pela partiha...

podengos&coelhos escreveu:
cacei coelhos, lebres, perdizes e tordos sem atirar, matei um veado sem
caçar …

Isaías Piçarra

Essa frase reflete um caçador como todos devería-mos ser...

Descanse em paz..

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luis_barrocas
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MensagemAssunto: Re: A caça ficou mais pobre ....   Sab Maio 05, 2012 11:05 am

Os meus sinceros Pesamos a família e amigos estarás sempre nos nossos corações como caçador e amigo
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mário ferreira
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MensagemAssunto: Re: A caça ficou mais pobre ....   Sab Maio 05, 2012 12:29 pm

aqui se ve os caçadores pelas palavras escritas e sentidas

os meus sentimentos á familia pela sua perda e a nós mais um caçador que nos deixa um pouco da sua história para aprender-mos mais um pouco desta vida
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MensagemAssunto: Re: A caça ficou mais pobre ....   Hoje à(s) 3:38 pm

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A caça ficou mais pobre ....
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